O trem errado, a dedicatória, a despedida

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A entrevista tinha ficado marcada para meados de fevereiro. O combinado, antes, era uma conversa rápida depois de uma palestra em janeiro, mas a fila de gente que juntou em volta dele no final tornou a coisa impossível. Marcou então de me receber na sua casa, no norte de Londres, dali a quase a um mês.

Era uma tarde de sábado, dia de trens vazios e intervalos longos entre um e outro. Vi um trem parado na plataforma sentido norte assim que cheguei na estação e resolvi correr. Entrei rápido, a porta fechou imediatamente e nem lembrei de confirmar se aquele era o local ou o expresso, que vai pulando umas boas estações pelo caminho. Era o expresso. A próxima parada seria dali a 20 minutos já em outra cidade, bem depois de onde iria descer. Nenhuma chance de chegar na hora. Para voltar seria quase o mesmo tempo, mais outros vinte minutos esperando o trem. Já era.

O jeito era ligar para avisar, talvez dramatizando um pouco a minha versão real tão estúpida. Criei na cabeça duas ou três histórias miraborantes, mas tenho esse problema de querer contar sempre as verdades desnecessárias. Peguei o trem errado, estou aqui em outra cidade e vou demorar quase uma hora para chegar. Perdón. Não podia esperar, remarcou para o outro sábado, também às três da tarde.

Dessa vez saí de casa quase três horas antes. Ignorei a opção mais rápida indicada pelo aplicativo – peguei o metrô, mais garantido. Fiquei um bom tempo andando pela região onde morava, um bairro com ruas íngrimes, alguns prédios novos, muitas casas e quase nenhum comércio. Uma hora achei que era ele passando de carro com a mulher em um fusca verde.

Toquei a campainha dez minutos antes, já cansada de esperar. Pedi desculpas mais uma vez, disse que saí de casa cedo para ter tempo de chegar se errasse o caminho de novo. Ele riu, e começou a fazer perguntas. Perguntou de onde eu era, o que fazia, onde estudava, quem eram os professores. Comentou sobre a morte do amigo Stuart Hall, que fundou a escola de Estudos Culturais na Inglaterra. Contou de quando esteve no Rio em julho passado e lhe avisaram que estava frio – 25 graus, era bom levar casaco. Falou que ia ao Brasil de novo ano que vem.

Disse que tinha uma hora para a entrevista, mas o tempo passou rápido. Falava devagar, e cada resposta vinha com um longo contexto que às vezes parecia fugir do ponto, mas uma hora chegava ao tema de pergunta. Tinha só que esperar o tempo certo, não dava para interrromper a qualquer momento.

Fui embora com a entrevista inacabada, combinamos de complementar depois por telefone. Antes, pedi para que assinasse o livro que comprei naquela semana. Não tinha pensado nisso no outro sábado.

A entrevista com Ernesto Laclau, feita cerca de dois meses antes de sua morte, foi publicada no site da Carta Capital.

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A batalha dos museus

A discussão sobre gênero na Inglaterra tem um alcance tão grande que é difícil não se deparar com o assunto em alguma área acadêmica de Humanas. Qualquer hora os teóricos (que não são só mulheres) do chamado Gender Studies vão aparecer – seja no debate sobre o olhar masculino no cinema ou na representatividade do discurso das minorias nas Relações Internacionais. Há quem ache exagerada essa onipresença feminista. Para quem se interessa, não faltam histórias ou abordagens em novas áreas para descobrir.

Nunca tinha ouvido falar das Suffragettes até outro dia, quando fui numa exposição sobre destruição de obras de arte no Reino Unido, na Tate Britain. Pouco antes do início da Primeira Guerra Mundial, o grupo de mulheres que lutava pelo direito ao voto desde o fim do século 19 começou a adotar práticas extremas, como invadir alguns dos principais museus do país e atacar obras que retratavam a figura feminina. Um desses protestos aconteceu em março de 1914, quando Mary Richardson esfaqueou um importante quadro do Velázquéz na National Gallery.

Conversei com duas historiadoras que pesquisam a história do grupo para esta matéria para a Carta Capital. Uma delas defende que os atos foram válidos – e que, graças a eles, o sufrágio foi estendido às mulheres em 1918, logo após a guerra. Outra não vê nenhuma conexão entre os dois episódios.

A história da Suffragettes também vai ser tema de um filme ano que vem – Maryl Streep vai interpretar Emmeline Pankhurst, que liderou o movimento junto com as filhas Sylvia e Christabel Pankhurst. Depois dessa matéria, comecei a entender melhor porque a discussão sobre feminismo aqui é tão presente e reconhecida em tantas áreas.

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The bible is on the table

Texto publicado na revista piauí em junho de 2013:

The Bible is on the table

Lições linguístico-religiosas para a Jornada Mundial da Juventude

por Nathalia Lavigne

Pedro Paulo Boechat chegou apreensivo ao centro paroquial naquela noite de segunda-feira. Horas antes, tinha recebido um recado nada animador: o salão onde recebe os alunos para as aulas semanais de inglês seria ocupado por uma reunião, marcada por algum desavisado para o mesmo horário e local. Na falta de opção melhor, o jeito foi desalojar a turma para uma sala de proporções modestas, com carteiras de madeira e um ultrapassado quadro-negro ao fundo. “Normalmente preparo as aulas com apresentações em PowerPoint e uso um retroprojetor, mas aqui não vou conseguir usar”, justificou-se o jovem de 23 anos.

Mesmo sem a parafernália de sempre, Pedro não se intimidou – em poucos minutos, disparou a escrever com uma habilidade de causar inveja a muito professor pós-graduado em sujar as mãos de giz. De tão compenetrado, nem reparou que alguns alunos haviam chegado e apressavam-se em acompanhá-lo, redigindo às pressas as lições no caderno. Naquela altura, já era difícil encontrar um único espaço vazio no quadro-negro. “Não é para copiar, pessoal, vamos trazer uma folha com tudo isso na semana que vem”, tranquilizou Gabriela Pacheco, de 18 anos.

Gabriela é uma das idealizadoras das aulas de inglês na Matriz de Nossa Senhora da Glória, no Largo do Machado, igreja no Rio de Janeiro que se prepara para receber peregrinos do mundo inteiro durante a Jornada Mundial da Juventude, de 23 a 28 de julho. Junto com Pedro e Amanda Mara Rizzotto, de 17 anos, ela ajuda a elaborar as lições de cunho linguístico-religioso voltadas para outros voluntários do encontro internacional católico, que ocorre a cada dois anos. No Rio, são esperados cerca de 2,5 milhões de peregrinos para a 28ª edição, a primeira realizada no Brasil.

niciado em fevereiro e com um cronograma de quatro meses, o curso segue uma metodologia objetiva e pouco dada a divagações teológicas. Basta observar as anotações de Pedro no quadro-negro, com uma lista de frases como Where is the bank?What time is it? de um lado e um vocabulário relacionado ao tema na outra ponta. Entre o material didático já distribuído aos alunos, um resumo sobre os uncountable nouns – substantivos como watermoney, não flexionados no plural – se mistura a orações como Our FatherHail Mary– Pai-Nosso e Ave-Maria.

Tampouco há uma distinção entre os vocábulos religiosos e termos mais comezinhos: chalicee churchtêm o mesmo peso que busclock. “A gente não tem um método muito definido. Como é um curso bem básico, ensinamos coisas úteis para os voluntários conseguirem se comunicar com os peregrinos”, explica Pedro.

O assunto principal da aula naquele dia eram os meios de transporte e noções de direção, com um repertório para ensinar os estrangeiros a seguir em frente, virar à direita, entrar no metrô ou subir no ônibus. A última frase exigiu uma explicação mais complexa quanto às diferenças entre get on eget in. Para simplificar, Pedro recorreu a um exemplo clássico dos cursinhos de inglês: “É que nem aquela frase, the book is on the table. O livro está em cima da mesa. Subir no ônibus é a mesma coisa.”

Apesar da extensa lista de vocábulos, ninguém se lembrou de traduzir o tão esperado papamóvel. Mas, caso o papa Francisco resolvesse se locomover de metrô pelo Rio de Janeiro, como fazia em seus tempos de arcebispo de Buenos Aires, não faltariam versões distintas da mesma palavra para descrever a situação – do corriqueiro subway ao pomposo tube ou underground, usados no Reino Unido, estão todos registrados no caderno dos alunos.

A ideia de ensinar noções básicas de inglês aos voluntários da Jornada surgiu no início do ano, quando Gabriela e Amanda aguardavam o começo das
aulas na faculdade, adiado em função da greve nas universidades públicas em 2012. Fartas de tanta monotonia, as calouras de administração na Universidade do Estado do Rio de Janeiro e de canto lírico na Universidade Federal do Rio de Janeiro resolveram criar outra função além das que já tinham nos preparativos do evento: Gabriela é coordenadora dos voluntários, enquanto Amanda é assessora da equipe de hospedagem, ajudando a encaminhar os peregrinos para os lugares onde ficarão.

omo Pedro é o único que já fez intercâmbio, acabou assumindo mais o comando das aulas. E olha que sua lista de obrigações já é extensa: além do curso de estatística na ufrj e do estágio em uma empresa de fundo de pensão, ele é o coordenador paroquial, responsável pelo trabalho dos mais de 100 voluntários oficiais da Matriz de Nossa Senhora da Glória. “É um cargo importante, fui escolhido pelo pároco e respondo direto a ele”, orgulha-se Pedro, que participou da última Jornada Mundial da Juventude em 2011, em Madri – mas daquela vez apenas como turista-peregrino.

Já passavam das oito e quinze da noite quando Pedro começou a distribuir as folhas para a última tarefa da aula naquela segunda-feira. Preparada por Gabriela, a lição trazia os versos de uma música com trechos para serem preenchidos pelos alunos – exercício clássico em qualquer aula de inglês. A canção escolhida não tinha nada de litúrgica. “É a história de uma menina que vai morar longe e o namorado fica se correspondendo com ela”, adianta Gabriela.

Os versos inocentes de All My Loving já tinham começado a tocar no celular da moça quando Pedro admitiu: nunca tinha ouvido aquela música antes. Pelo visto a tirada provocadora de John Lennon, de que os Beatles eram mais famosos que Jesus Cristo, não está mais valendo.

A volta

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A escola
Passei ali em frente logo nos primeiros dias. Acho que nunca tinha notado a frase no portão de entrada, bem embaixo do nome do colégio (“Sob inspeção permanente”). Provavelmente está lá desde 1922, quando o prédio foi construído. Lembrei das vezes em que arrastava o passo na esquina e chegava depois da hora de propósito, extrapolando as três marcações vermelhas de atraso na carteirinha. Ia embora quase sempre aliviada, quase nunca para casa.

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O Largo
Nunca soube que santa era aquela da estátua no meio da praça. E olha que era só prestar atenção no nome da igreja em frente, a Matriz Nossa Senhora da Glória. Também tinha certeza de que o Machado do largo era o Machado de Assis. Desconhecia completamente o mito de que o nome surgiu por causa do machado desenhado na fachada de um açougue, que aquelas terras pertenciam a um fazendeiro chamado André Nogueira Machado no século 18, que o Largo do Machado foi rebatizado de praça Duque de Caxias no século 19. Onde eu estava naqueles cinco anos que passei por ali todos os dias?

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A igreja
Lembro do cheiro de vela queimada vindo da parte lateral, na rua das Laranjeiras, bem em frente ao colégio. Segunda-feira, dia das almas, era sempre mais forte. A missa de formatura do primeiro grau foi lá. Acho que não fui, acordei atrasada. Também não sei se já tinha entrado na igreja antes, pelo menos não reconheci nada quando a visitei outro dia. Mas gosto de vê-la de longe, acho a arquitetura bonita. O outro Machado, rabugento e desconfiado de novidades, detestava seu estilo neoclássico com toda convicção.

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O árabe
Era o café da manhã nosso de cada dia a partir do primeiro ano – antes disso, ninguém saía do colégio no recreio (“sob inspeção permanente”). Teve uma época em que comecei a almoçar ali também, às vezes até no fim de semana. Quinze anos depois, se não tomar cuidado acabo fazendo a mesma coisa: esfiha de queijo no café e uma porção bem servida de arroz com lentilha, cebola frita e berinjela no almoço, com direito a uma sobrinha para o jantar.

Arte latina no Rio

Matéria sobre a inauguração da Casa Daros, no Rio de Janeiro, feita para o jornal Valor Econômico:

Rio recebe museu com arte da América Latina

Por Nathalia Lavigne | Para o Valor, do Rio

A Casa Daros, no Rio, está instalada em uma antiga chácara do século XIX onde funcionava um orfanato de meninas

Quando escolheu o Rio de Janeiro para construir o novo espaço da coleção Daros Latinamerica, um dos mais importantes acervos da produção contemporânea da região, criado em 2000, o curador suíço Hans-Michael Herzog não imaginou que a cidade cresceria em importância no circuito mundial de artes visuais.

No intervalo entre a compra do edifício – uma chácara do século XIX, arrematada em 2006 por R$ 16 milhões – e a inauguração da Casa Daros, neste sábado, a cidade ganhou uma feira de arte de renome internacional (Art Rio, a partir de 2011), a arte latino-americana tornou-se mais relevante nos leilões internacionais e o Brasil foi escolhido para receber a Copa do Mundo e a Olimpíada. A eleição de um papa argentino reforça a sensação de que a região tem atraído especial atenção mundial.

Herzog acredita, no entanto, que os próprios latino-americanos ainda preferem olhar para os modelos tradicionais ao norte. “Há uma certa falta de interesse, e não apenas do Brasil, entre os países latino-americanos pela cultura de outras nações vizinhas”, afirma o curador e diretor artístico da Coleção Daros Latinamerica.

“American Marble”, de María Fernanda Cardoso, que está na exposição inaugural do museu, “Cantos Cuentos Colombianos”, com obras de dez artistas contemporâneos da Colômbia

Ele segue um discurso que tem se tornado mais recorrente no meio e que começou a ser formulado já no começo dos anos 1990. “A ideia de que os eventos mais interessantes da arte acontecem na Europa ou nos Estados Unidos é ultrapassada. Hoje, a produção cultural é descentralizada”.

As viagens pelo continente são constantes na vida de Herzog há pelo menos 13 anos, quando começou a cuidar da Daros Latinamerica. Iniciada em 2000 como uma vertente da coleção Daros, criada nos anos 1990 pelos suíços Ruth e Stephan Schmidheiny, a instituição quer fazer uma ponte entre a arte local e a dos países vizinhos.

Enquanto o acervo de quase 1.200 obras de 117 artistas nascidos ou radicados na América Latina permanece em Zurique, de onde são negociados os cerca de 250 empréstimos de peças anualmente para instituições, o espaço no Brasil irá receber ao menos duas grandes mostras por ano.

“Musa Paradisiaca”, de José Alejandro Restrepo

“Cantos Cuentos Colombianos”, exposição inaugural que reúne 75 trabalhos de artistas contemporâneos da Colômbia (em cartaz até 8/9), faz parte de esforço para que a produção do país seja mais divulgada no Brasil. Entre os dez nomes da mostra, Doris Salcedo, que possui uma obra fundada em tom político e relacionado à memória, é uma das mais recorrentes entre os brasileiros – ela tem galeria própria em Inhotim (MG). Outro importante artista da exposição, José Alejandro Restrepo já participou de mostras de destaque mundial, como as bienais de Veneza (2007) e de São Paulo (1996).

“A Colômbia tem muito em comum com Brasil. Uma exposição como essa pode gerar colaborações futuras entre os países. Existe uma necessidade entre as nações da América Latina de se conectarem, de entenderem as diferenças e as semelhanças entre seus vizinhos”, diz Herzog, que programou workshops com os artistas da exposição a partir de abril.

Ao mesmo tempo, o museu abre a mostra “Para (Saber) Escutar” (até 28/7), organizada pelo departamento educativo. Distribuída por cinco salas, a exposição reúne obras realizadas durante a reforma do prédio. Há desde um trabalho de Vik Muniz com a imagem de Nossa Senhora das Graças a um vídeo de performance de Lenora de Barros com a mexicana Teresa Serrano no Real Gabinete Português de Leitura. Para o segundo semestre, está programada uma individual do artista cinético argentino Julio Le Parc, que tem 42 trabalhos na Daros Latinamerica.

Instalação sem título de Doris Salcedo

Herzog divide o trabalho no país com a diretora geral, a brasileira Isabella Rosado Nunes, e o cubano Eugenio Valdés Figueroa, responsável pelo educativo. Mas quando o assunto são aquisições – como a mineira Cinthia Marcelle, a mais recente brasileira a entrar para o acervo com quase 20 nomes locais -, Herzog não costuma compartilhar suas decisões. “Ele não conta nem para mim o que está para entrar na coleção. Às vezes fico sabendo junto com toda a equipe”, diz Isabella.

A diretora geral diz que, após a reforma do casarão de 1866 em estilo neoclássico de 11 mil m2 que abrigava um orfanato de meninas, tornou-se “especialista em construções antigas”. “O primeiro desafio foi conhecer um prédio que não tinha planta nenhuma. Sequer sabíamos onde passavam os canos”, diz Isabella. “O segundo desafio foi o fato de se tratar de um edifício tombado. Cada detalhe demandava um tempo de negociação com o patrimônio cultural”, diz a diretora, referindo-se aos diversos órgãos que acompanharam as obras.

As dificuldades resultaram em um atraso de quase cinco anos na inauguração e um custo de R$ 67 milhões na concepção do projeto, além dos R$ 16 milhões investidos na compra da casa. “Sempre tivemos recursos próprios [da bilionária suíça Ruth Schmidheiny] e as obras nunca foram interrompidas por causa disso. Também não usamos nenhuma lei de incentivo, mas não descartamos essa ideia futuramente”, diz Isabella.

Reforma do casarão que hoje abriga a filial carioca da Casa Daros

Idealizada pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha e depois por Ernani Freire, a restauração manteve boa parte da configuração original – 60% das tábuas do piso em madeira foram reaproveitadas, assim como a fachada, parte do telhado e as portas.

Com o rebaixamento do piso em 1 metro, o antigo porão deu lugar a outro ambiente de fácil circulação, onde ficam o auditório, o restaurante e a loja, além de salas de educação. Já na parte central da casa estão as 11 salas de exposição, um escritório e uma biblioteca com um acervo de cerca de 5 mil títulos. No hall de entrada, outro destaque: uma pintura sobre argamassa imitando mármore foi encontrada em uma das paredes sob profundas camadas de tinta e reconstituída tal como a original.

A Casa Daros tem inauguração no Rio menos de um mês após a abertura do Museu de Arte do Rio (MAR), projeto ambicioso da região portuária que atraiu quase 3.500 visitantes no primeiro dia. Mas para a equipe da instituição, os novos museus da cidade estão longe de representar uma ameaça.

“Essa atmosfera ajuda a despertar o interesse da população pela arte”, diz Herzog. “Se as pessoas criarem o hábito de visitar exposições, vão querer ver sempre mais. E só os museus que a cidade tem hoje não são suficientes.”

Casa Daros Rio

Rua General Severiano, 159, Botafogo, Rio, tel. (21) 2275-0246. Abertura: sáb. (dia 23), às 12h. Horário de funcionamento: qua. a sáb. (12h às 20h); dom. e fer. (12h às 18h). Exposição principal: R$ 12. Gratuito até 14/4/2013.